Ceará é parada obrigatória para as competições de wingfoil A capital Fortaleza e as praias de Guajiru, Icaraizinho de Amontada e Jeri recebem etapas este ano
Categoria: WINGFOIL
Etapa de Jericoacoara atrai os melhores do mundo
Etapa de Jericoacoara atrai os melhores do mundo
Foto: SOL JERI WINGFOIL CUP

,, Em 2026, o campeonato brasileiro de wingfoil começa em junho, em Trairi e termina em dezembro, em Jericoacoara, ambas as etapas no estado do Ceará.

Jericoacoara recebeu, entre os dias 02 e 06 de dezembro de 2025, o Sol Jeri Wingfoil Cup. Esse foi o quarto ano que Jeri sedia esta competição e esta etapa encerrou a temporada 2025 do Campeonato Mundial e Circuito Brasileiro de Wingfoil Racing.

Atleta da Cabrinha, Noe Borkowski treina na Praia do Cumbuco, Ceará

O wingfoil ganhou o mundo em 2020 e, no Ceará, a cada ano, vem ocupando mais espaço no litoral. Jeri é uma das praias já consolidadas como um dos principais cenários internacionais para a prática do novo esporte, que combina uma prancha com mastro e foil e uma vela inflável. Ventos constantes, condições estáveis do mar e áreas amplas para navegação formam um conjunto técnico que atrai competidores de diferentes países e posiciona o Estado como referência mundial na modalidade.

Felicitas Ceballos competindo o Sol Jeri Wingfoil Cup 2025

Para Feli Ceballos, atual campeã brasileira de wingfoil, essa etapa de Jeri foi um grande intercâmbio entre atletas do mundo todo: “a gente sai pra jantar com os melhores wingfoilers do mundo e tem muita chance de aprender na água. Para mim, a etapa de Jeri é a melhor, justamente por isso”, comenta a atleta. Os vencedores da etapa regional do campeonato brasileiro foram Paloma Gutierrez e Juan Matias, enquanto no campeonato mundial foram Maria Spanu e Kamil Manowiecki. No ranking geral da temporada, conquistaram o título nacional Felicitas Ceballos e Juan Matias, e os campeões mundiais são Maria Spanu e Mathis Ghio, no feminino e masculino, respectivamente.

Giovanna e Edu, pioneiros do esporte em Jeri

A primeira escola de wingfoil da vila, a Ticowind Jeri, nasceu logo depois do primeiro lockdown, ainda em 2020, em outubro. “A gente já reabriu Jeri e inaugurou a escola de wingfoil fazendo uma clínica com o Fernando Mizo, atleta brasileiro de hydrofoil’’ relembra Eduardo Giudici, o Edu, windsurfista profissional que viajou o mundo velejando e encontrou em Jericoacoara o seu lar. Edu e a esposa, Giovanna Ferreri, lideram a escola pioneira, onde ensinam também windsurfe, surfe e stand up paddle (SUP), além do wingfoil, claro.

Italiana Giovanna Ferreri treina em casa, na praia principal de Jericoacoara

Segundo Guto Brito, presidente da Associação Brasileira de Wing (ABWing), em 2026, o campeonato brasileiro de wingfoil começa em junho, no Guajiru, Trairi, e termina em dezembro em Jericoacoara, ambas as etapas no Ceará. 


 

Foto de Giselle Nuaz

Por: Giselle Nuaz

Giselle é do Ceará. Kitesurfista experiente e jornalista esportiva, ela escreveu o Vidas ao Vento, primeiro livro sobre kitesurfe publicado no Brasil. Organizou o Kiteparade, evento que colocou o Ceará no Guinness World Records duas vezes. Umas das idealizadoras do movimento Kite For The Ocean (K4TO), lançou o K4TO Challenge, escrevendo o nome do Ceará no livro dos recordes pela terceira vez. Atualmente, Giselle escreve seu segundo livro, intitulado Vento, que contará a história do kitesurfe no país; é embaixadora do K4TO e relata aqui as belezas da natureza e das pessoas da sua terra.
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